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  • CBN Ponta Grossa

Acúmulo de partículas e excesso de grãos representam perigo em cooperativas agroindustriais

Controle nas condições de armazenamento garante a qualidade dos grãos armazenados e pode evitar acidentes.

Foto: Consamu

As cooperativas agroindustriais e unidades de armazenamentos de grãos do Paraná passam por fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e do Corpo de Bombeiros. Nos Campos Gerais, são mais de 10 cooperativas com esse perfil.


São unidades destinadas ao estoque e produção de soja, milho, trigo, cevada, pecuária de leite e suinocultura. Além de sementes e aveia. Conforme relatório do Sistema Ocepar, 64% do que se produz no Paraná vêm das cooperativas.


Somente no ano passado o setor atingiu faturamento de R$ 187,84 bilhões e US$ 7,4 bilhões em exportações.


De acordo com o Crea, as fiscalizações têm o objetivo de verificar se as unidades de armazenamento de grãos têm um responsável técnico e demais profissionais que atuam no local.


O responsável técnico pode ser um engenheiro agrônomo ou um engenheiro agrícola, por exemplo. Ele tem o papel de avaliar a qualidade dos grãos armazenados, controlar as condições de armazenamento, como temperatura, umidade, partículas em suspensão, presença de pragas e aeração. Cabe ao responsável técnico fazer as intervenções necessárias.


Conforme o Conselho, os acidentes como o de Palotina podem estar associados ao acúmulo de partículas em suspensão, ao excesso de grãos armazenados ou a danos na estrutura por exemplo. O controle nas condições de armazenamento de grãos garante a qualidade dos grãos armazenados e pode evitar acidentes.


Segundo a última atualização, oito pessoas morreram em uma série de explosões em um silo de secagem de grãos da C.Vale, cooperativa agroindustrial de Palotina, no oeste do estado.


O Crea-PR também fiscaliza os serviços de engenharia que ocorrem nas cooperativas, como instalações e manutenções de equipamentos, planos de segurança e ambientais, construção ou reforma em edificações.


De acordo com o Conselho, ainda é prematuro apontar as causas do acidente de Palotina. O Crea não investiga as causas, mas quantos engenheiros envolvidos podem ter responsabilidade com relação ao acidente, por negligência ou imperícia. A investigação da causa do acidente é feita pela polícia científica.


O Sistema Ocepar, que reúne as cooperativas do estado, divulgou nota lamentando o ocorrido em Palotina. Na nota, a entidade destacou que as cooperativas do Paraná têm como prioridade sempre a segurança no trabalho.


Todas têm medidas e protocolos para garantir a segurança dos funcionários. O Sistema Ocepar classificou o acidente como uma fatalidade.

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