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Agronegócio foi o único setor a empregar em abril no PR

Segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mesmo período houve demissões nos setores de serviços, comércio e indústria


A pandemia do novo Coronavírus infringiu um severo golpe à economia brasileira. As consequências do isolamento social tiveram efeito danoso em praticamente todos as atividades produtivas. Consequência do desaquecimento econômico, logo veio o fechamento de vagas de trabalho. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo governo federal no último dia 27 de maio, em abril deste ano o saldo foi de 860.503 vagas de trabalho a menos em todo Brasil. Na comparação em com 2019 número de demissões aumentou 17,2%, enquanto as admissões caíram -56,5% no mesmo período.  Mas nem todos os setores amargaram resultados tão desanimadores como este. Como aponta o bordão: “O agro não para”, o setor do agronegócio (que compreende agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura) não apenas foi o que menos demitiu neste período, segundo o Caged, como em alguns Estados, como o Paraná por exemplo, houve criação de novas vagas de emprego.  De acordo com os números do Caged, de janeiro a abril houve 2.058 admissões e 1.576 desligamentos no agronegócio paranaense, resultando num saldo positivo de 482 postos de trabalho. O Paraná foi o quarto Estado que mais gerou vagas neste segmento, atrás apenas de Minas Ferais, São Paulo e Goiás.  Pode parecer pouco, mas quando olhamos os resultados de outros setores temos a dimensão real do problema. No mesmo período o setor de serviços no Paraná perdeu 24.407 postos de trabalho, o comércio perdeu 14.387 postos e a indústria marcou 13.921 vagas de trabalho a menos.  Segundo o economista do Departamento Técnico do Sistema FAEP/SENAR-PR, Luiz Eliezer, o levantamento corrobora a ideia de que o agro é o setor menos afetado pela pandemia. “Os setores que mais demitiram foram serviços, comércio e indústria – nesta ordem. Eles foram os segmentos impactados mais rapidamente pelo isolamento social. Já o agronegócio tem uma dinâmica diferente, trata-se de uma atividade essencial, que não pode parar. Este foi um dos fatores para manutenção dos empregos”, avalia.  Além disso, segundo Eliezer, o agro vem sendo muito beneficiado pela alta do dólar, “Então mesmo durante a pandemia tivemos aumento da demanda para exportação. Isso repercute tanto na agroindústria quanto no setor primário da produção”, observa. Outro fator que contribuiu positivamente para o desempenho do agronegócio paranaense foi a safra cheia no Estado, que também demandou força de trabalho. “Para efeito de comparação, o Rio Grande do Sul, Estado que registrou o pior desempenho na geração de empregos no setor do agronegócio em abril, também amargou uma quebra severa nesta safra de verão”, aponta. 

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