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  • Ricardo Silveira

Balança comercial do Paraná tem primeiro superávit do ano

Exportações superaram as importações e saldo acumulado do ano está em US$ 231 milhões

A Argentina superou a China em fevereiro com relação às vendas do Paraná para o exterior. (Foto: Gelson Bampi)

Em fevereiro, as exportações do Paraná chegaram a US$ 1,6 bilhão, alta de 9,6% na comparação com fevereiro do ano passado. No acumulado do bimestre são US$ 3 bilhões, 9% acima do resultado registrado no mesmo período de 2022. Com isso, o estado figura entre os quatro primeiros do ranking nacional, respondendo por 7,8% de tudo que o país vendeu para fora.


Na região Sul, as vendas paranaenses ao exterior representam quase 42% do total dos três estados. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Governo Federal.


Já as importações ficaram em US$ 1,4 bilhão, com queda de 5,7% frente fevereiro do ano passado. Nos dois primeiros meses, acumulam US$ 2,8 bilhões, 3,2% a menos do que o resultado do ano anterior. O Paraná responde por 8% das compras do país no exterior e por 31% do que a região Sul adquiriu em fevereiro.


Assim, o saldo da balança comercial paranaense fechou em superávit de US$ 202 milhões no mês e já acumula US$ 231 milhões nos dois primeiros meses do ano. Considerando apenas fevereiro, o saldo da balança brasileira está positivo, em US$ 2,8 bilhões.


Os três estados do Sul registram déficit de US$ 720 milhões. Já no bimestre, o resultado é de superávit de US$ 5,1 bilhões e déficit de US$ 1,8 bilhão, respectivamente, no Brasil e na região Sul.


Mercados e produtos


Em fevereiro, chama a atenção o principal destino das exportações estaduais. A Argentina superou a China, com 9,8% do total vendido pelo Paraná para fora. O país asiático ficou em segundo (9,4%), seguido por Estados Unidos (7,2%), México (5,3%) e Japão (4%). “A China sempre foi o principal cliente do Paraná. Uma explicação para esse comportamento no mês é a diminuição das vendas de carne de frango para lá”, argumenta o analista de Assessoria Econômica e de Crédito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe.


No ano, a China continua sendo o principal mercado das exportações paranaenses, porém registra queda de 37% na comparação com o primeiro bimestre de 2022. Depois aparecem Estados Unidos (-21%), Argentina (+34%), Japão (+171%) e México (+37%).


O Paraná importou produtos de 101 países em fevereiro, sendo a China o principal fornecedor (20%). Na sequência aparecem Estados Unidos (11%), Rússia (5,7%), Argentina (5,5%) e Alemanha (5,2%). No ano, China (-36%) e Estados Unidos (-18%) lideram, mas ambos vem perdendo mercado no estado. A Argentina dobrou suas vendas ao Paraná, mas Alemanha (+27%) e Índia (+137%) vem ganhando espaço.


Itens da pauta


As mercadorias mais vendidas pelo estado em fevereiro foram carnes (19%), soja (18,9%), material de transporte (9,6%), cereais (7,4%) e produtos mecânicos (5,9%), além de madeira (5,5%). “Desde o fim do ano passado o Paraná vem registrando vários problemas de ordem logística, o que também impacta no escoamento de produtos ligados ao agronegócio. Por esta razão, soja, que sempre liderou a pauta de exportações do estado, pode ter sentido esse reflexo, deixando de ser o produto principal produto comercializado no exterior em fevereiro e no primeiro bimestre”, explica Felippe.


No bimestre, a exportação de carnes continuou representando 19,2% da pauta do Paraná, seguida por soja, material de transporte, cereais, madeira e mecânica. A redução nas vendas de soja para o mercado externo já está em 15% no ano.


Já em relação às importações paranaenses, quase 63% se concentram em cinco grandes grupos no mês. Produtos químicos (25% das compras totais), petróleo e derivados (13%), material de transporte (10%), mecânica (9%) e materiais elétricos e eletrônicos (6%). No acumulado, embora seja o principal item, produtos químicos registram queda de 24% na comparação com os dois primeiros meses de 2022. “Esse comportamento pode estar atrelado à grande quantidade que foi adquirida para estoque no mesmo período do ano passado, quando havia um temor generalizado de que fertilizantes e defensivos agrícolas viessem a faltar e ficassem mais caros diante do início da guerra na Ucrânia (grande fornecedor)”, argumenta. “Mas após a continuidade do conflito e uma certa acomodação do mercado, a volatilidade diminuiu e os empresários perceberam que não haveria necessidade de investir em novos estoques”, acrescenta. Material de transporte, mecânica, petróleo, materiais elétricos e eletrônicos completam a lista.


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