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Cesta básica registra maior aumento de preço do ano e fica 4,81% mais cara em setembro

A pesquisa leva em conta o consumo básico de alimentação, higiene e limpeza de moradores de Ponta Grossa.

Foto: Agência Brasil

O preço da cesta básica em Ponta Grossa ficou 4,81% mais caro em setembro, em relação com o mês anterior. Esse é o maior aumento de preço do ano no município. O levantamento é feito pelo Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).


Conforme o levantamento, a cesta básica passou a custar R$ 730,57. No mês anterior, o consumidor comprava os mesmos produtos por R$697,07. A pesquisa leva em conta o consumo básico de alimentação, higiene e limpeza de moradores de Ponta Grossa.


O cálculo é próprio para famílias de 3 pessoas em média, com renda de 1 a 5 salários mínimos. Dos produtos que compõem a cesta, o tomate foi o que teve maior elevação em setembro, ficando 35% mais caro e a cebola teve queda de 7,20%.


Dos 33 produtos pesquisados, 24 tiveram aumento, 7 tiveram queda e dois permaneceram constantes. No entanto, todos os cinco grupos registraram alta de preços. O custo da cesta representa 66,42% de um salário mínimo, que hoje é de R$1.100.


O levantamento foi feito a partir dos preços entre a primeira semana de setembro e a primeira semana de outubro. Dos cinco grupos da cesta básica, o que apresentou maior aumento de preço foi o de limpeza, com crescimento de 14%.


O consumidor pagou 10% a mais na margarina em setembro. O produto foi o responsável pela maior variação do preço no grupo de alimentação. Nesse grupo, o sal teve queda de 5%.


O grupo de Hortifrutigranjeiros, que são os produtos vindos de hortas, granjas e pomares, teve elevação de 8% e o de higiene 1%. Já a alta de 6,49% no grupo de carnes foi puxada pelo aumento de 14% do preço da carne de frango e 3,34% da carne bovina.


Os aumentos vêm sendo registrados nos últimos meses. Só neste ano, o preço da cesta básica já registra alta de 9,5% desde janeiro, quando os produtos eram vendidos por R$667,18.


O Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas ressalta que o índice da cesta básica não representa a inflação.


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