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Colheita do trigo deve ser encerrada na metade deste mês em PG

Até agora já foram colhidos 91.680 hectares, uma produção de 330.048 toneladas do grão.

Foto: AEN

Os produtores de Ponta Grossa já colheram 60% da produção do trigo, de acordo com Departamento de Economia Rural do Paraná. Até agora já foram colhidos 91.680 hectares, uma produção de 330.048 toneladas do grão.


Conforme o Deral, em Ponta Grossa 155.300 hectares foram plantados e a produção estimada do trigo é de 550.080 toneladas. A colheita deve ser encerrada na metade deste mês.


O técnico do Deral no Núcleo Regional de Ponta Grossa, Luiz Alberto Vantroba, comenta que a cultura passou por dificuldades.


Segundo o Deral, dos 40% que ainda falta colher, 30% do grão é considerado de média e 70% de boa qualidade. Vantroba fala que a expectativa é que a safra ainda melhore até o fim da colheita.


O rendimento inicial da safra prevista para o núcleo de Ponta Grossa era de 3500 a 3900 kg/há. Conforme o Deral, atualmente o rendimento registrado é de 3.600 kg/há, dentro do previsto.


Até agora 12% da produção ponta-grossense já foi vendida ou consumida na propriedade, o equivalente a 66.010 toneladas.


Dos 20 núcleos acompanhados pelo Deral no Paraná, sete já colheram toda a safra do trigo, Apucarana, Cornélio Procópio, Ivaiporã, Londrina, Maringá, Toledo e Umuarama. Três passaram de 90% na área colhida. A região de Guarapuava colheu 15%, Irati 25% e Curitiba 1%.


No Paraná, a colheita do trigo chegou a 82% da área na semana passada. Segundo o boletim conjuntural do Deral, a seca levou à redução de 289 mil toneladas na estimativa de produção.


Isso significa que se, no mês passado, esperava-se que o Paraná produzisse 3,5 milhões de toneladas de trigo, o relatório de outubro aponta para uma produção de 3,2 milhões de toneladas.


Em relação ao potencial inicial, a quebra é de 19%. Já a área deve ser 7% superior à do ciclo passado e somar 1,21 milhões de hectares.


Os técnicos do Deral avaliam que o Brasil vai ter que importar um volume maior do grão para suprir suas necessidades, em um momento de alta volatilidade do dólar e de preços internacionais que se mantêm em patamares mais altos do que nos últimos sete anos.


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