• Thailan Jaros

Com falta de chuvas, perdas na agricultura podem chegar a R$ 1 bilhão em Ponta Grossa

As principais culturas prejudicadas pela falta de chuvas são de soja, milho e feijão.

Foto: Aen

As perdas na agricultura de Ponta Grossa podem chegar a R$ 1 bilhão na primeira safra de 2022. As principais culturas prejudicadas pela falta de chuvas são de soja, milho e feijão.


De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), no ano passado apenas os meses de janeiro, março e outubro tiveram chuvas acima da média em Ponta Grossa.


A emergência hídrica no Paraná já dura quase dois anos. Um levantamento do Simepar apontou que de janeiro de 2019 a 29 de dezembro de 2021, choveu cerca de 20% a menos do que se projetava para Ponta Grossa.


Dos 36 meses, apenas sete registraram chuva em valores próximos ou acima da média. Além disso, a temperatura média do ar apresentou grandes variações.


Durante um ano foram observadas anomalias de temperatura média positiva, em 15 meses foram negativas, e em nove ficaram próximo de zero grau ou dentro da normalidade.


Conforme o Deral, a previsão é que quase 150 mil toneladas de soja sejam perdida na região de Ponta Grossa. A estimativa inicial era de uma colheita de mais de 2 milhões de toneladas. Isso significa uma perda de 7% com prejuízo de R$ 403 milhões.


Segundo o último boletim do Deral, metade da plantação de soja está em fase de germinação, 45% em fase de desenvolvimento vegetativo e apenas 5% chegou na frutificação.


Já a maior perda foi a do milho em Ponta Grossa. Cerca de 287 mil toneladas não serão vendidas, uma perda de 32% em relação à previsão inicial, que era de 900 mil toneladas. Um prejuízo de quase R$ 400 milhões.


Segundo o Deral, Ponta Grossa pode perder quase 25 mil toneladas de feijão. A previsão inicial era de uma colheita de mais de 80 mil toneladas. Em valores, as perdas passam de R$ 107 mil.


No final de janeiro, o Departamento de Economia Rural (Deral) deve consolidar os números e dimensionar o prejuízo de forma mais concreta em cada uma das regiões do Paraná.


Além das culturas de soja, trigo e feijão, o novo relatório deve registrar redução também em outras atividades agrícolas, entre elas batata, tabaco e frutas. Em todo o estado, as perdas podem passar dos R$ 24 bilhões.


De acordo com o governo, a situação de emergência hídrica no Paraná pode ajudar agricultores afetados pela situação de estiagem. O decreto possibilita medidas mais ágeis em renegociações com fornecedores e com bancos, por exemplo.


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