• Thailan Jaros

Cooperativas confirmam construção de queijaria em Ponta Grossa

Investimento de cerca de R$ 460 milhões deve levar 030 meses até início das operações.

Foto: Agência Estadual de Notícias

Um grupo de cooperativas confirmou nessa segunda-feira (20) o investimento de R$ 460 milhões na construção de uma nova queijaria em Ponta Grossa.


A perspectiva é que projeto leve 30 meses até início das operações e mais da metade do investimento será feita na aquisição de máquinas e equipamentos.


A planta será voltada para o beneficiamento do leite e o projeto prevê a produção de 96 toneladas de produtos e subprodutos por dia, com a geração de 66 empregos diretos e cerca de 1.570 indiretos.


O anúncio da expansão foi feito em reunião no Palácio Iguaçu, pelo governador Ratinho Junior e pelos presidentes das três cooperativas. O projeto conta com o apoio de programas de incentivo fiscal do governo do estado.


De acordo com o governo, o Paraná deve fechar o ano com R$ 100 bilhões em investimentos privados e mais de 180 mil empregos formais criados.


O presidente de uma das cooperativas afirmou que a previsão de crescimento na produção de leite é de 8% ao ano entre 2020 e 2024. A expansão dos negócios passa a ser uma forma de absorver esse volume, que pode representar 600 mil litros a mais por dia e agregar valor ao leite in natura.


A demanda interna de queijos no Brasil é maior do que a oferta por produtores locais, mesmo com o mercado nacional em crescimento. O consumo do produto no País é de pouco mais de cinco quilos per capita, abaixo dos 37 quilos da Alemanha e menos da metade do que os vizinhos Uruguai e Argentina, que têm um consumo de 11 quilos por ano por pessoa.


A projeção das cooperativas é que a nova queijaria represente uma produção de 1,87% do consumo de queijos no Brasil projetado para 2024.


Serão produzidos inicialmente queijos tipo mussarela, prato, cheddar e massa de queijo, além de soro em pó e manteiga. Ao todo, os 600 mil litros de leite por dia que serão destinados para a produção dos derivados devem totalizar 35 mil toneladas de produtos por ano.