• Thailan Jaros

Empresários ponta-grossenses são os mais otimistas do Paraná para a retomada econômica

Segundo o levantamento, 76,7% dos empreendedores ponta-grossenses estão com expectativas positivas para os primeiros meses do ano.

Foto: Thailan Jaros/CBN Ponta Grossa

Os empresários da região de Ponta Grossa estão confiantes com a retomada econômica em 2022. É o que diz uma pesquisa de Opinião da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), relativa ao 1º primeiro semestre.


Segundo o levantamento, 76,7% dos empreendedores ponta-grossenses estão com expectativas positivas para os primeiros meses do ano. No semestre anterior, eram 71%.


Os empresários de Ponta Grossa são os mais otimistas do Paraná. Conforme a pesquisa, em Londrina, 70,4% dos empreendedores estão confiantes para este semestre. Na sequência, vem Curitiba e Região Metropolitana (67,5%), Maringá (63,9%), Oeste (61,9%) e Sudoeste (42,9%).


Em Ponta Grossa, 16,3% veem a situação como desfavorável, 2,3% estão indiferentes, e 4,7% não souberam responder. Conforme a pesquisa, 41,9% dos entrevistados ponta-grossenses devem manter ou aumentar o quadro de funcionários.


O nível de confiança do empresariado paranaense é de 65,9%. É a terceira alta semestral consecutiva da confiança do empresário do comércio de bens, serviços e turismo.


Esta também é a maior projeção otimista de vendas desde o início da pandemia, quase chegando ao índice de confiança anterior à crise sanitária e até superando o registrado durante a crise econômica de 2015 a 2016.


A pesquisa mostra ainda que 16,9% dos empresários do estado possuem expectativas desfavoráveis para o 1º semestre e 13,8% ainda não têm opinião formada.


Os varejistas e os prestadores de serviços são os mais otimistas, com 66,7% de respostas favoráveis em ambos os setores. Já entre os gestores de empresas do segmento turístico, a parcela de opiniões favoráveis é de 62,5%, superior aos 46,9% registrados no 2º semestre de 2021.


A pesquisa mostra que 44,4% dos entrevistados pretendem fazer novos investimentos neste semestre. As principais áreas beneficiadas pelos investimentos devem ser propaganda e marketing (39,6%), reforma e modernização das instalações (35,6%), máquinas e equipamentos (28,7%), nova linha de produtos ou serviços (27,7%), informática e internet (21,8%) e capacitação da equipe (20,8%).


Segundo o levantamento, as duas dificuldades mais citadas pelos empresários continuam sendo as mesmas do semestre anterior: instabilidade econômica, com 64,7% e custos das mercadorias, com 56,3% de menções.


Mas outras preocupações passaram a ganhar mais peso neste semestre, como a alta carga tributária, que passou de 29% das menções no 2º semestre de 2021 para 40,9%, e a falta de mão de obra qualificada, que praticamente dobrou, saindo de 12,3% para 24,7% neste 1º semestre.


O faturamento de 70% das empresas ainda sofre redução por causa da Covid-19, ante 74,5% no 2º semestre de 2021. 51,5% dos casos são de prejuízos que correspondem em diminuição de até metade das receitas.