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  • Ricardo Silveira

Ex-esposa é condenada por homicídio de professor em Ponta Grossa

Patrícia Bruning Manchenho foi condenada nesta quinta-feira, 15, a 21 anos de prisão; ela pode recorrer em liberdade

(Foto: Reprodução redes sociais).

A ex-esposa do professor Lucas Ferreira Oliveira foi condenada a 21 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. Ela foi acusada de pagar a a execução do crime e impossibilitar a defesa da vítima. O crime aconteceu em 2019 quando o professor que morava em São Paulo, visitava o filho em Ponta Grossa.


Em junho do ano passado, outros dois acusados foram condenados. Patrícia Bruning Manchenho foi presa cinco dias depois do desaparecimento de Lucas. Segundo a Polícia, na época o professor morava em São Paulo e veio a Ponta Grossa com a noiva para visitar o filho, que morava com a mãe. Ele desapareceu em dezembro de 2019 depois de sair para buscar a criança na casa da ex-mulher.


O corpo de Lucas foi encontrado uma semana depois em avançado estado de decomposição no bairro Colônia Dona Luiza. Conforme as investigações, um dia depois do desaparecimento, a ex-mulher registrou um boletim de ocorrência contra o professor por ameaça.


A Polícia afirma que ela teria feito isso para despistar o crime. A ex-mulher foi presa antes de o corpo ser encontrado e afirmou, à época, que foi ameaçada para atrair o professor para que ele fosse morto. As investigações apontam ainda que o crime foi feito a pedido da ex-mulher.


No ano passado, um dos acusados foi condenado a 32 anos um mês e 15 dias de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado mediante pagamento e recurso que dificultou defesa da vítima, além de dois furtos qualificados. Ele teria recebido um carro para cometer o crime.


O outro foi condenado a 23 anos cinco meses e 12 dias de prisão por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e dois furtos qualificados. Os dois também foram condenados a pagar as custas processuais.


O julgamento de Patrícia aconteceu nessa quinta-feira (15) porque a defesa pediu para que ela não fosse julgada em júri popular. O pedido foi negado pela justiça.


Conforme a condenação, a pena deve ser cumprida em regime fechado, mas ela pode recorrer em liberdade.

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