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Gaeco cumpre 66 mandados contra servidores da Sanepar e empresários

'Operação Ductos' apura o pagamento indevido por serviços não prestados e fraudes em licitações, incluindo estabelecimentos de Ponta Grossa

Na manhã desta segunda-feira (20), o núcleo de Ponta Grossa, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou a 'Operação Ductos' para cumprir 16 mandados de prisão temporária e 50 de busca e apreensão.


As ordens judiciais foram emitidas pela 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa e incluem bloqueio de imóveis e veículos de 22 pessoas ou empresas.


As prisões temporárias (cinco dias) têm como alvo empresários e servidores da Sanepar. As buscas são cumpridas em 37 residências e 13 empresas, incluindo cinco estabelecimentos privados (em Ponta Grossa, Cornélio Procópio, Telêmaco Borba e Curitiba) e oito da Sanepar (três em Ponta Grossa, dois em Telêmaco Borba e um em Curitiba, Santo Antônio da Platina e Cornélio Procópio).


As investigações apuram o pagamento indevido por serviços não prestados e fraudes em licitações. Teria havido benefício ilegal para empresas, mediante pagamento de propinas a servidores da Sanepar.


A empresa seria também a organizadora do pagamento de propinas. Há suspeitas de que as empresas organizavam entre si o resultado de processos licitatórios, a partir do acesso a informações internas da Sanepar. Os crimes investigados são fraude a licitação, peculato, lavagem de dinheiro e corrupção por meio de organização ou associação criminosa, além de falsidade documental.


Propinas

As investigações, iniciadas há cerca de dois anos, apuram o pagamento indevido por serviços não prestados e fraudes em licitações, bem como benefício ilegal para empresas, mediante propinas a servidores da Sanepar. A principal empresa beneficiada seria também a organizadora do pagamento dos subornos. Há suspeitas de que as empresas organizavam entre si o resultado de processos licitatórios, a partir do acesso a informações internas da Sanepar.


Investiga-se, também, o faturamento por serviço não executado integralmente ou por serviço superfaturado, com o uso de medições falsas ou não fiscalizadas por servidores da Sanepar. Em contrapartida, funcionários da Sanepar receberiam propina. O grupo de empresários que liderava a organização das fraudes montou outras empresas para efetivar os pagamentos ilegais e ocultar sua verdadeira origem.

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