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Gilson Aguiar: Assédio, mais comum do que sei magina



No twitter alunas expõe conversas com professores que demonstram assédio. A rede viraliza e um grande número de pessoas comenta o tema. Condenação é quase sempre a retórica. Uma prática de quem menos se espera. O professor perde a imagem de herói e ganha a face de bandido.


Contudo, não é só o educador que pode ser assediador. Há um número imenso e constante de pessoas com funções que deveriam estar acima de qualquer suspeita que são suspeitos.


O médico, o líder religioso, o policial, o pai de família. O assédio é antigo. Velado, sempre foi praticada com o respaldo da cultura machista e impositiva. Lembrando que mulheres também assediam. Mas quando homens denunciam são tachados de “frouxos”, mais uma vez o machismo.


O grande problema da denúncia é o sensacionalismo que ganha estas informações. Sempre se generaliza. Se coloca todos os profissionais dentro de um mesmo conceito. Se professores assediam, nem todos são assediadores. Assim como em todos os lugares há abusos, na escola não é diferente.


Não se pode negar que caracterizar um assedia é algo complexo. Tem muitas variáveis e

variantes. Em alguns casos, o ódio do não correspondido faz da prática de assédio denunciada uma vingança. Não gostar do assediador deixa as coisas piores. O inimigo exposto por um motivo faz da justiça pelas próprias mãos um prática comum nas redes

sociais.


Sempre há um ex-namorado, uma ex-namorada, um ex-marido, uma ex-esposa, que descontente com o fim de um relacionamento usa de informações como mensagens trocadas nas redes sociais para expor o desafeto que um dia já foi o seu objeto de desejo. A tolice de que se “não for meu não será de mais ninguém”.


Temos que combater o assédio, não há dúvida. Meu temor é a generalização. Se há professores que assediam, médicos, pais, policiais, líderes religiosos, nem todos são iguais. Não é a profissão que faz o abuso. Os abusadores e excessivos estão em todos os lugares. Vale lembrar, também, que nem todas as vítimas declaradas são inocentes de fato. Por isso, entre a indignação e a generalização há uma distância imensa.


Ouça o comentário de Gilson Aguiar para a CBN Ponta Grossa:


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