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Gilson Aguiar: Escolas cívico-militares, opção necessária e não uma solução definitiva


A polêmica sempre existiu quando se fala de qual é o perfil da melhor escola para a educação de crianças e adolescentes. Muitos consideram que a educação laica e de caráter liberal é a que traz melhor efeito. Outros, e no Brasil esta é uma tendência ainda muito forte, optam por escolas religiosas. Consideram que a associação da educação com os valores espirituais e uma orientação ética com base em valores religiosos devem prevalecer.


Também existem aqueles que defendem uma disciplina mais rígida. Uma obediência hierárquica de apelo cívico. O que se chama de pensamento militarista tem raízes no Brasil, na história da formação republicana, nascida na decadência do Império (1822 a 1889). O civilismo e o militarismo já foram correntes de disputa política no embate entre Rui Barbosa, o jurista, e o Marechal Hermes da Fonseca.


Logo, não é novidade a apresentação das escolas cívico-militares. No Paraná, o governo do Estado pretende implantar mais 216 escolas com este perfil. Elas já existem, algumas, inclusive, na rede privada. Professores da rede pública estadual tem se manifestado contra a iniciativa do governo. Consideram que o plebiscito foi organizado de afogadilho, sem uma discussão com os docentes e a comunidade. O Ministério Público questiona o processo também.


Não considero as escolas cívico-militares uma ameaça. Elas devem ser uma possibilidade, uma opção. Há uma diferença entre termos a parte das escolas terem este perfil e a implantação generalizada do militarismo em todas as instituições de ensino públicas estaduais. Os pais devem ter o direito de escolha.


O que temos que evitar é o radicalismo de parte a parte. Se questionamos o doutrinamento ideológico de esquerda dentro da sala de aula, não vamos agora querer trocar isso pela doutrinação de extrema direita. Fazemos parte de uma sociedade liberal, com o direito de escolha dos indivíduos. O que serve para um pode não servir para o outro. É uma questão de respeito.


Por isso, as escolas cívico-militares são bem vindas. O seu contraponto, necessário. Em alguns casos, uma disciplina rígida pode ser a solução para superar situações pontuais. Generalizar é um problema. Da mesma forma que não se quer transformar uma escola num presídio, também não se quer abolir as normas necessárias para a organização de qualquer instituição.


O radicalismo nunca caiu bem. Principalmente dentro do ambiente escolar. A educação não tem que ser partidária e deve lutar sempre pela liberdade de escolha.


Ouça o comentário de Gilson Aguiar para a Rádio CBN Ponta Grossa:


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