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  • CBN Ponta Grossa

Hospital Bom Jesus suspende serviços de cardiologia clínica e cirúrgica para pacientes do SUS em PG

Ofício direcionado aos órgãos de saúde destaca que instituição passa por dificuldades financeiras; Secretaria Estadual de Saúde afirmou que interrupção de serviços deveria ser comunicada com 60 dias de antecedência.

Foto: Reprodução

O Hospital do Coração Bom Jesus suspendeu os serviços de cardiologia clínica e cirúrgica para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta quinta-feira (04), em Ponta Grossa.


Um ofício enviado aos órgãos estaduais e municipais de saúde, a que a CBN teve acesso, afirma que o hospital não tem condições de tratamento devido ao desabastecimento de materiais, medicamentos e equipamentos como órteses, próteses e materiais especiais.


Conforme o documento, a instituição filantrópica passa por dificuldades financeiras e que só vai conseguir comprar os insumos necessários aos atendimentos depois que a Secretaria Estadual de Saúde realizar o pagamento de R$ 4.750.333,40. O valor, conforme a instituição, seria de emendas parlamentares e auxílios financeiros prometidos pela pasta.


A Secretaria, no entanto, afirmou que os pagamentos relacionados ao contrato estão em dia e que os auxílios não devem em nenhuma hipótese, impactar ou inviabilizar o atendimento ofertado pela unidade.


O Hospital não detalhou o impacto da suspensão dos atendimentos. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, nenhum paciente está desassistido, já que as demandas continuam sendo reguladas pela Central de Leitos Estadual, que poderá, se necessário, encaminhar os pacientes para outra unidade da Região.


O Hospital também destaca, no ofício, que há oito anos não existe reajuste no repasse financeiro feito pelo estado para os atendimentos via SUS e que isso impactou diretamente com o desequilíbrio financeiro da instituição.


Conforme o documento, dirigentes da instituição se reuniram com representantes da Secretaria Estadual duas vezes em abril para discutir as dificuldades financeiras. Na ocasião foram apresentadas emendas parlamentares e auxílios financeiros.


Em nota, a Secretaria afirmou que o processo de pagamento de incentivos financeiros inclui diversos protocolos que precisam ser cumpridos, desde a documentação ou encaminhamento por parte de outros órgãos, como o Ministério da Saúde.


Conforme a Sesa, o contrato prevê que qualquer interrupção de serviços deve ser comunicada ao Estado com pelo menos 60 dias de antecedência, o que não ocorreu neste caso.


A nota destaca ainda que a equipe de auditoria e direção da 3ª Regional realiza uma verificação in loco das questões apontadas pelo hospital e se mantém à disposição para apoiar e dialogar sobre quaisquer problemas que possam prejudicar o atendimento ofertado à população.


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