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Mães protestam pela volta do Pronto Atendimento Infantil em Ponta Grossa

Desde o fim de setembro, os primeiros atendimentos para crianças são feitos na UPA Santa Paula.

Foto: Thailan Jaros/ CBN Ponta Grossa

Manifestantes se reuniram ontem em frente à Prefeitura para protestar pela volta do Pronto Atendimento Infantil em Ponta Grossa. O protesto foi pacífico. Desde o fim de setembro, os primeiros atendimentos para crianças são feitos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santa Paula.


A mudança é fruto de uma reorganização do sistema público de saúde. Até então, o pronto socorro infantil ficava no Hospital Materno Infantil da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o antigo Hospital da Criança.


Os atendimentos materno e infantil costumavam ser feitos no Hospital da Criança, que era da prefeitura, até o ano passado. Mas desde agosto de 2020, a UEPG ficou responsável pela administração do local. Isso foi possível a partir de um convênio entre o município e a universidade.


Em junho deste ano, a lei que autorizou a doação do Hospital da Criança para a UEPG foi sancionada. A transferência permitiu que a Instituição utilize o prédio para continuar o atendimento, assumir os serviços e ampliar a capacidade e complexidade dos atendimentos pediátricos.


Sem os serviços de porta de entrada, o Hospital Materno Infantil passou a atender três Regionais de Saúde. Um total de 28 municípios, com cerca de 1,1 milhão de habitantes.


Na prática, se a criança estiver com sintomas leves, como dor de garganta, febre e vômitos deve ir até uma UBS mais próxima. Já a UPA Santa Paula deve ser procurada em casos mais urgentes, como intoxicações, queimaduras, picadas de animais venenosos e ferimentos.


Em nota, a Fundação Municipal de Saúde, afirmou que está acompanhando a situação e recebeu representantes do Conselho Municipal de Saúde que estavam presentes durante a ação.


Na reunião, foram apresentadas as medidas que vêm sendo tomadas para ampliar os atendimentos. Conforme a Fundação, foi reforçado que a orientação é para que os responsáveis busquem, nos casos de baixa complexidade, as unidades básicas de saúde do Município para o primeiro atendimento e, caso necessário, os devidos encaminhamentos.


A UEPG afirmou, em nota, que o pronto atendimento realiza serviços de atenção primária à população, que são única e exclusivamente de atribuição do município. "Com a transferência do Hospital para o Estado do Paraná, como acontece em todo o Sistema Único de Saúde do Brasil, o serviço passou para uma unidade da gestão municipal e Humai expandiu seus serviços, atendendo pacientes referenciados, com encaminhamento via Samu e Central de leitos, oriundos de três Regionais de Saúde (3ª, 4ª e 21ª), de 28 municípios, com cerca de 1,1 milhão de habitantes".


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