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Paraná estima safra de grãos acima de 40 milhões de toneladas

A safra de soja está encerrada no Paraná, com volume recorde de 20,7 milhões de toneladas, 28% superior ao da safra 2018/2019.

O Paraná deverá produzir 40 milhões e 600 mil toneladas de grãos na safra 2019/2020, volume 13% superior ao da safra 2018/2019, em uma área de quase 10 milhões de hectares, segundo relatório mensal divulgado pelo Departamento de Economia Rural, Deral, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.


Os números do Deral confirmam os efeitos negativos da severa estiagem pela qual o Estado passa em algumas culturas. É o caso da segunda safra de milho, cuja produção caiu em um milhão e 600 mil toneladas com relação à estimativa inicial, que era de aproximadamente 12 milhões e 800 mil toneladas. Estima-se uma perda, considerando os preços a 42 reais, de cerca um bilhão de reais. De acordo com o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a estiagem pegou a planta em diversos estágios, desde o crescimento vegetativo, até o enchimento de grão.


A segunda safra de feijão também sofreu o impacto da estiagem e teve perdas em torno de 39%. Segundo o chefe do Deral, Salatiel Turra, a estimativa inicial de produção era de 438 mil toneladas. Agora, espera-se 270 mil toneladas. Por outro lado, os preços estão em alta.


Com relação às culturas de inverno, as poucas chuvas registradas no mês maio permitiram a recuperação do atraso da semeadura de aveia branca, aveia preta, trigo e triticale. O secretário Norberto Ortigara acrescenta que, mesmo com as perdas, a expectativa de produção ainda está em 40 milhões e 600 mil toneladas, o que mostra um crescimento e uma recuperação consistente com relação ao que foi colhido no ano passado.


A safra de soja está encerrada no Paraná, com volume recorde de 20 milhões e 700 mil toneladas, 28% superior ao da safra 2018/2019. Cerca de 82% da produção está comercializada até o momento, o que equivale a 17 milhões de toneladas, um resultado considerado avançado para a época. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 50% - cerca de 8 milhões de toneladas. A alta do dólar, acima dos 5 reais, tem garantido a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.


A comercialização da safra 2020/2021, no entanto, ainda é incerta para os produtores, principalmente por causa da pandemia do novo coronavírus. Os insumos para a próxima safra serão comprados em dólar. Então, as vendas dependem da relação cambial. A saca de 60 quilos é comercializada por 94 reais, valor 39% maior do que no ano passado, de 70 reais.


A segunda safra de soja está colhida. Todas as informações sobre as colheitas de milho primeira e segunda safras, feijão segunda e terceira safras, cevada, trigo, café e mandioca constam no site de notícias do Governo do Paraná, www.aen.pr.gov.br.


Informações Agência Estadual de Notícias do Paraná

Imagem: AEN/Divulgação

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