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Paraná tem mais de 500 meninos e meninas à espera de adoção em abrigos


O mundo está diferente por causa da pandemia de Covid-19, e a situação de crianças e adolescentes que estão em casas de acolhimento à espera de um lar também sofreu mudanças. Esse cenário trouxe impactos negativos, como a maior dificuldade para finalizar o cadastramento de novos pretendentes, mas também reflexos positivos, como a oportunidade para que pessoas que já estão na lista de espera revejam conceitos e se abram para a possibilidade da chamada adoção tardia, que ocorre com crianças maiores ou com adolescentes.


No Paraná, há 524 meninos e meninas cadastrados para adoção, 234 dos quais sem pretendentes manifestos. Os dados são do Cadastro Nacional de Adoção, coletados em 22 de maio de 2020 e publicados no site do Ministério Público do Paraná. Por outro lado, há 2.969 pretendentes na lista de espera por um filho ou filha. Em tese, portanto, poderia haver mais de dez pretendentes para cada criança ou adolescente apto para adoção, mas sem interessados. Entretanto, essa é uma conta que não fecha, porque a grande maioria das pessoas deseja adotar bebês ou crianças bem pequenas.


Por isso, neste Dia Nacional da Adoção, mesmo em um contexto totalmente diferente, o grande desafio de quem trabalha para encontrar famílias substitutas para crianças e adolescentes, como os integrantes do Ministério Público do Paraná, continua sendo o mesmo: ajudar quem está praticamente fadado a passar boa parte da infância e da adolescência sem sentir o carinho de uma família e com a incerteza do que acontecerá quando eles completarem 18 anos e tiverem que deixar as instituições de acolhimento.


A promotora de Justiça Luciana Linero, do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Criança e do Adolescente, unidade do MPPR, comenta que os pretendentes a adoção no Brasil sempre tiveram preferência por bebês e crianças pequenas. Essa restrição, porém, começa a mudar. “O quadro tem se alterado com estratégias de aproximação dos pretendentes com as crianças e adolescentes aptos à adoção, pela divulgação de vídeos, cartas e imagens desses meninos e meninas. Também contribuem estratégias de encontros festivos realizados com a intermediação de grupos de apoio à adoção e de equipes técnicas dos Juizados da Infância e das instituições de acolhimento”, explica.


Confira a pesquisa nas tabelas abaixo:

Informações Ministério Público do Paraná

Imagem: Pixabay/Divulgação

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