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Vigilância Sanitária pede adequações para aprovar mudança da Maternidade ao Hospital da Criança

Nos últimos dois meses a Universidade Estadual de Ponta Grossa realizou adequações para viabilizar a transição. Segundo a UEPG, a mudança precisa da liberação dos órgãos.

A Vigilância Sanitária Estadual e Municipal pediu adequações no projeto emergencial de transferência da maternidade do Hospital Universitário Regional para o Hospital da Criança, em Ponta Grossa. A mudança foi anunciada há dois meses para disponibilizar novos leitos no HU, hospital de referência no combate ao novo coronavírus nos Campos Gerais.


Um convênio foi formado entre a Universidade Estadual de Ponta Grossa, Prefeitura Municipal e Governo do Paraná. Na ocasião, o governador, Ratinho Júnior, visitou o Hospital Universitário e autorizou o repasse de quase R$14 mi para a transferência dos serviços da UTI Infantil, UTI Neonatal e Serviço de Cirurgia Pediátrica de Emergência do HU para o Hospital da Criança de Ponta Grossa. Segundo a UEPG, a verba ainda não chegou à instituição. A Sesa afirma que o repasse só pode ser liberado depois das adequações.


O relatório que solicita adequações na estrutura preparada pela UEPG para viabilizar a transição foi emitido na última sexta (19). Conforme a equipe de engenharia da Universidade os ajustes podem durar mais de três meses, considerando o prazo para a licitação de empresa habilitada e a execução das obras.


Em nota, a Prefeitura de Ponta Grossa declara que “não há a necessidade que as adequações sejam imediatas e que podem ser promovidas através de um plano de ação, com prazo agendado, sem impedir a transição”.


Para o vice-reitor da UEPG, Everson Krum, todas as medidas necessárias para a mudança foram tomadas. “A UEPG contratou profissionais especializados, equipes de atendimento e apoio. A instituição também realizou serviços de manutenção e prevenção, além de levantar necessidades orçamentárias e financeiras, de modo que todas as providências foram tomadas e estão prontas, aguardando a mudança”.


O reitor, Miguel Sanches Neto, comenta que a mudança é necessária para disponibilizar novos leitos de UTI e leitos clínicos para tratamento de pacientes de Covid-19 no HU. “Em época de pandemia, as instituições têm que considerar a situação de excepcionalidade e buscar ser colaborativas. A UEPG aguarda as ações dos demais parceiros do termo de convênio para poder salvar vidas”, afirma.


Segundo a Prefeitura de Ponta Grossa, durante uma reunião, realizada na manhã desta terça-feira (23), houve o entendimento por parte dos engenheiros da UEPG em relação à necessidade das adequações solicitadas. “Todos os apontamentos realizados no projeto tem como base a legislação federal sob diretrizes para hospitais públicos”, diz a nota.


A nota da Prefeitura também esclarece que as “medidas propostas têm como intenção a responsabilidade técnica da transição. O Município tem feitos todos os esforços necessários, dentro da sua responsabilidade, para que o processo de transição seja o mais breve possível”.


A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) afirmou que “as exigências não competem ao Estado, quem tem atribuição é o município”. De acordo com a Sesa, a Regional de Saúde esteve presente na reunião por solicitação municipal para apoio técnico.


Realização de testes da Covid-19


Conforme o reitor da UEPG, a Instituição aguarda outro parecer da Vigilância Sanitária para que os testes do novo coronavírus possam ser realizados no Laboratório Escola. “Também aguardamos a liberação da Vigilância Sanitária do Laboratório Escola da UEPG (que formou milhares de farmacêuticos) e passou por mudanças, para podermos, imediatamente, começar a fazer estes exames que ajudam no combate à Covid-19, pois temos testes e profissionais de alto nível para oferecer este serviço. A burocracia não pode falar mais alto do que a pandemia”.


Sobre o assunto, a Prefeitura informou que “tanto a Vigilância Sanitária do Município quanto a do Estado apontaram não conformidades, sendo necessárias assim, adequações para que a realização dos testes seja feita de forma segura, garantindo a segurança dos profissionais que atuam no local”.


Imagem: Divulgação/UEPG


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