• Thailan Jaros

Asilo particular é interditado em Ponta Grossa por "risco iminente à saúde" dos moradores

Fiscais constataram irregularidades como equipe de trabalho insuficiente, profissionais sem qualificação e problemas com medicação.

Foto: Internet

A vigilância sanitária interditou um asilo particular de Ponta Grossa por irregularidades que configuram "risco iminente à saúde" dos moradores. De acordo com a prefeitura, cerca de 45 idosos moravam no local.


O asilo não pode receber novos residentes e deve transferir os atuais para outras instituições. A interdição total é cautelar e vale por três meses. A direção do estabelecimento afirma que os pacientes são bem tratados no local e considera a interdição arbitrária.


O lar de idosos passou por inspeção entre os dias 04 e 09 de novembro. Conforme a prefeitura, os fiscais constataram irregularidades e intimaram a instituição para que regularizasse os problemas.


Outra vistoria foi feita nos dias 22 e 23 de dezembro para verificar o cumprimento das recomendações e avaliar denúncias dos Conselhos Municipal e Estadual do Idoso. Após a inspeção, os fiscais constataram que as irregularidades não foram corrigidas e decidiram interditar o local.


Entre as irregularidades estão equipe de trabalho insuficiente, profissionais sem qualificação, problemas com medicação e a ausência de registro de dados em prontuários médicos.


De acordo com a fiscalização, embora haja profissional médico, há uso de medicamentos que somente podem ser empregados em hospitais, como antibióticos de amplo espectro.


Além disso, foi constatado problemas com a estocagem correta e conservação dos medicamentos e a ausência de protocolos de controle de infecções e uso de antibióticos.

Se as irregularidades não forem resolvidas nos três meses, o local pode ser interditado definitivamente após o julgamento do processo administrativo. O estabelecimento também foi autuado, mediante a aplicação de infração sanitária, que poderá resultar na aplicação de multa.

Em nota, o asilo esclareceu que passou por uma má gestão de um ex-gerente geral. Conforme o estabelecimento, ele foi demitido por justa causa em outubro, por atos de improbidade.


De acordo com a nota, a atual gestão do local já entrou com uma notícia crime no Ministério Público, apontando autoria e materialidade do crime que sofreu e vem sofrendo.


A direção também registrou um boletim de ocorrência sobre danos às documentações da empresa, assim como supostas ameaças à atual administração da casa. Segundo a nota, o asilo aguarda instauração de inquérito policial e apuração do Ministério Público sobre as denúncias.


Ainda conforme a administração do asilo, a diretoria está respondendo às demandas e se readequando a todas as exigências estabelecidas pela vigilância sanitária, para que nos próximos dias retorne suas atividades normais.