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Comissão da Câmara conclui que Valtão quebrou decoro e pede cassação do parlamentar

Valtão responde processo criminal em liberdade, com tornozeleira eletrônica.

A Comissão Parlamentar Processante (CPP) da Câmara de vereadores de Ponta Grossa protocolou, hoje (20), o relatório final da investigação sobre a suposta quebra de decoro parlamentar do Valter José de Souza, o Valtão.


O documento foi produzido pelo relator Izaías Salustiano (PSB) e acolhido por unanimidade pelo presidente da Comissão Filipe Chociai (PV) e pelo membro Léo Farmacêutico (PV).


O relatório acatou o pedido de cassação de Valtão. Na conclusão de 15 páginas, os parlamentares afirmam que não há dúvidas da quebra de decoro.


Eles citam a confissão que Valtão teria feito ao Gaeco, de ter recebido vantagem financeira para favorecimento à empresa Cidatec, responsável pelo Estar Digital no Município, na CPI que investigou o contrato entre a empresa e a AMTT.


O vereador era relator na CPI e foi preso na Operação Saturno, no fim do ano passado. Atualmente ele responde ao processo criminal em liberdade com tornozeleira eletrônica.


Agora, cabe ao presidente da Câmara, Daniel Milla (PSD), agendar a data da Sessão Especial para o julgamento político-administrativo. O plenário deve decidir se cassa ou não o vereador.


Operação Saturno


O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou no dia 15 de dezembro de 2020, a Operação Saturno, em Ponta Grossa.


A ação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão e investigou possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, fraude a licitação e tráfico de influência, supostamente praticados por empresários, servidores públicos e vereadores do município.


Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (gabinete do secretário-geral de Administração), na Câmara Municipal, na Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT), em 16 residências e na sede de três empresas.


A investigação identificou possíveis ilegalidades no contrato entre a empresa responsável pela digitalização do Estacionamento e a AMTT, além do suposto envolvimento no relatório final da CPI do EstaR.


Conforme o Ministério Público, Valtão, que era relator da Comissão, teria recebido R$ 15 mil para apresentar relatório favorável à empresa Cidatec.


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