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Estiagem poderá comprometer safra de inverno no Paraná

Atualizado: Mai 21

Impacto é na semeadura dos cereais; estudo mostrou o comportamento das chuvas nas principais regiões produtoras do Paraná.

A estiagem mais prolongada no Paraná desde que o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) começou a monitorar as condições do tempo, em 1997, pode comprometer a safra de inverno no Estado. Um estudo detalhado sobre o que ocorre neste ano em relação às chuvas aumenta a preocupação dos produtores.


O técnico do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e autor do estudo, Dirlei Antonio Manfio, explica que “o impacto que esta estiagem vem provocando nos últimos dias é na semeadura dos cereais de inverno. Alguns produtores realizaram o plantio no pó, com a expectativa de que iria chover na sequência, e outros estão aguardando um volume de chuva considerável para poder realizar o plantio".


Mesmo com a estiagem se prolongando desde junho do ano passado, produtores do Estado conseguiram garantir boa colheita dos principais grãos da primeira safra, sobretudo soja, milho e feijão. Somaram-se, ainda, outros fatores tecnológicos, dentre eles o plantio direto, que ajuda a manter a umidade no solo.


As maiores dificuldades começaram a ser observadas em março e se estenderam para abril. À falta de chuva somaram-se as temperaturas acima do normal. Na média, o menor volume por região foi de 33 milímetros e o maior, de 52 mm. O estudo de Manfio foi desenvolvido até 15 de maio. Segundo ele, na primeira quinzena o volume de chuva foi praticamente inexistente em todas as regiões, com exceção do Sudoeste, com média de 84 milímetros.


Paraná não deverá ter racionamento de água

Mesmo com a severa estiagem, o estado do Paraná não deve causar o racionamento de água, segundo o diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Claudio Stabile, na sessão plenária remota de terça-feira (19) da Assembleia Legislativa do Paraná.


Conforme o diretor, as medidas preventivas implantadas pela Sanepar devem evitar que seja necessário realizar o racionamento de água no Paraná. Entre as ações, estão o rodízio nos sistemas integrados e em alguns sistemas isolados de abastecimento da Região Metropolitana de Curitiba (RMC), a aceleração e antecipação de obras, o aproveitamento de reservas estratégicas e a transposição de rios.


Seca - Um levantamento divulgado pelo Simepar revela que há um déficit acumulado de chuvas para a região de Curitiba de -43,1%, Ponta Grossa (-40%), Guarapuava (-47,2%), Foz do Iguaçu (-34,7%), Cascavel (33,8%), Umuarama (-31,1%), Litoral (-22,7%), Maringá (-15%) e para Londrina, também de -15%. No geral, segundo o instituto, observa-se um acumulado negativo de pluviosidade de aproximadamente - 30% no Paraná.



Informações: Agência Estadual de Notícias e

Assembleia Legislativa do Estado do Paraná

Imagem: AEN/Divulgação


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