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Gilson Aguiar: Os condutores e passageiros da vida


Imagem ilustrativa/Pixabay/domínio público

Sim, tem muita gente que é passageiro de sua própria existência. Não espera muito do que o que chama de “destino” pode trazer. Se vive, um dia atrás do outro. Parte considerável das decisões destas pessoas é fundamentada em vícios de comportamento. No julgamento prévio das situações sustentadas em determinados valores que consideramos “verdades absolutas”, e não são.


Agora, com a pandemia demonstrando que irá para uma fase de alívio da vida e retomada das atividades econômicas, mas também culturais, de lazer por exemplo, os seres humanos demonstram o quanto a experiência que a Covid-19 proporcionou não vai afetar seus “vícios”. Estes estão na louca espera de voltarem ao normal.


Daqui seis anos, parte considerável das pessoas terá a pandemia na memória. Não perceberá e não terá nenhuma mudança significativa entre a vida que tinha antes e depois do novo coronavírus. A vida seguirá seu curso e o passageiro da própria existência não perguntará qual será o próximo ponto de parada.


Um terço das pessoas tem esta tendência. Não está preocupada com o que pode acarretar a retomada do comportamento que sempre teve. Acredita que está fazendo o que deve ter feito. Tem algumas definições de si mesmo e pretende mantê-las ao longo da vida.


Por isso, quando se ouve falar do “novo normal”, uma parte da população, diria que um terço dela, terá um comportamento alterado por causa da pandemia. Os que sentiram na pele o peso da doença. Ficaram doentes, perderam parentes e amigos, conviveram de perto com o drama de quem foi internado ou derrotado pela Covid-19.


Outros terão mudado pelo grau de consciência, ciência e dimensão da condição que nos cerca. Com uma percepção mais complexa da vida humana, compreenderam o quanto a pandemia foi um elemento de mudança. Perceberam a necessidade de aprender e apreender conceitos e ações.


Por isso, parte considerável da sociedade é movida por vícios. Pela busca incessante de que tudo fique como era, a resistência a sair da “zona de conforto”. As vezes, e muito, para os que desejam a continuidade das coisas como são é mais seguro por ser previsível e não exigir muito esforço do que já se está acostumado. Estes são a maioria e não podemos considerá-los com razão e eles funcionam com o efeito manada. Se deslocam em grande quantidade e se aglutinam não por intenção e sim porque vamos onde a maioria vai para ter um sentimento de certeza de que se está fazendo a coisa certa.


Ouça o comentário de Gilson Aguiar para a Rádio CBN Ponta Grossa:


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