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Gilson Aguiar: Quem planta desprezo colhe descaso




Não consigo entender o porquê teóricos que discutem as organizações tendem a isolá-las do contexto social onde estão inseridas. Se reportam as pessoas que trabalham dentro das corporações como se fossem apartadas das relações que a formaram e conduzem durante a vida. Aquela mediocridade de considerar que não se mistura trabalho e vida pessoal. Você pode ter necessidades, compromissos e valores diferentes que exigem um comportamento adequado dentro das empresas, a pessoa é a mesma e não a fronteira entre os dois ambientes, há bonsenso.


Os mesmos males que a vida social traz, a empresa também expressa. A cultura e valores dos empresários está embutido no ambiente empresarial. Por mais que de maneira sutil ele sempre se denúncia. Em determinados momentos fica expresso a maneira como uma liderança age fundada em valores pessoais, costumes herdados de gerações passadas ou uma expressão típica do ambiente moral em que vive. Algumas dessas expressões são de violência.


O assédio moral é coisa séria dentro do ambiente empresarial. Muito disso passa despercebido por causa dos hábitos incorporados pelas pessoas na vida social. O preconceito é uma destas expressões. Perde-se muito com isso, as vezes se inibe talentos formidáveis dentro de uma corporação por causa de um lugar preconceituoso onde se torna impossível desenvolver uma atividade profissional.


Fora isso, temos que considerar a velha lógica do mando impositor. Os que discutem gestão falam de que temos que ter uma liderança mais orientadora e cooperativa. Afirma-se que o líder tem que colaborar com seus liderados para que eles possam desenvolver seu potencial dentro da proposta de empresa e sua busca. O que acabamos tendo é uma relação de mediocridade de puxa sacos que são capazes de destruir a lógica necessária para que seu líder fique satisfeito.


Não há diferença de um ambiente corporativo e a vida social onde se encobre a verdade para não se perder as migalhas que mal sustenta o ser humano. Pessoas que tem medida pequena e generalizam sua percepção míope e a estende para todos que estão por perto. Quem dentro de uma empresa ou na vida cotidiana não foi alvo e vítima de um olhar conturbado, de uma mente precária e uma língua afiada.


Por isso, as empresas são como a sociedade. Se queremos pessoas melhores temos que formar um ser humano melhor. Dentro das corporações há que se ter uma formação humana e busca que esta compreensão contamine a vida pessoal de cada envolvido. Que dentro de suas relações pessoas a empresa possa ser uma orientadora de um comportamento mais ético e colaborativo. Sem julgamento precipitado e de valores distorcidos.


Empresas precisam ter valores, se isso não acontecer elas terão prejuízos econômicos e uma perda imensurável em seu capital humano. Importante lembrar, corporações que não entendem o quanto a sociedade se expressa no comportamento de cada um de seus membros tende a viver nas nuvens, ser desatenta e ter uma vida curta, vítima dos acidentes de percurso.


Ouça o comentário de Gilson Aguiar para a Rádio CBN Ponta Grossa:


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