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Gilson Aguiar: Tudo acontece na cidade


Nós temos uma paixão pode poder federal. O governante que centraliza o mando no país atrai nossas atenções como o grande redentor de nossas vidas. Nele depositamos nossas esperanças de dias melhores e consideramos que um ato seu muda e mudará o nosso destino. Uma doce ilusão. O poder não funciona assim.


Devemos ficar mais atentos ao que acontece à nossa volta. Esta condição local em que vivemos que tem seus diferenciais, suas particularidades das demais, merece atenção. A generalização por muitas vezes encobre nossos dilemas locais mais urgentes. Exagera situações do dia a dia como pode aparentar descaso para um problema que temos. A cidade diferencia-se uma das outras. Em um país como o Brasil, profundamente.


Mesmo quando comparamos o Paraná e seus 399 municípios, a diferença é gritante. Há singularidades regionais estaduais que precisam ser notadas. Mais de 58% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual se concentra em 10 municípios. Enquanto algumas cidades têm um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) próximo aos dos municípios europeus, há outros que demonstram proximidade com regiões de risco e baixa renda.


Uma eleição municipal deve ser vista como uma escolha mais importante do que as eleições nacionais. Nossa compreensão da realidade local é que permite um posicionamento mais lúcido sobre a relação entre poder público e a vida privada. Nossa dia a dia e os meios físicos e humanos que o estado dispõe para atender nossas necessidades. Na mesma proporção, é na cidade que demonstramos nossa capacidade de nos envolver com os grandes temas sociais a nossa volta.


Por isso, temos que parar de lançar nossos olhos para o alto e ficarmos à espera que a ajuda caia do céu. A possibilidade de resolver em definitivo nossos principais problemas está no poder local. Os representantes públicos que têm um contato direto com a população e reagem a ela rapidamente, devido à proximidade. Ao mesmo tempo precisamos ocupar os espaços de cidadania. Nos organizamos no bairro onde moramos, nas instituições que frequentamos, na vida profissional que temos.


O estado democrático de direito responde mais rápido aos nossos interesses na proporção de nossa capacidade de mobilização. Nossa ação para fortalecer as inúmeras coletividades a qual pertenço e a maior de todas, a população da cidade. Temos que exigir direitos, mas também temos que cumprir nossos deveres. Reivindicar é um direito, contudo, vale, cada vez mais, entender o que nos cabe ser e fazer para depois exigir do outro que faça a sua parte.


Ouça o comentário de Gilson Aguiar para a Rádio CBN Ponta Grosa:


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