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Gilson Aguiar: Verdade tem seu peso


Mãe coruja, talvez você até tenha uma. Elas sempre veem nos filhos mais do que eles são ou do que são capazes de ser. Elogiam em excesso e minimizam os defeitos. Valorizam atos que engrandecem, chama de grandes feitos o que por vezes nem é um feito tão grande assim. Faz por amar. Será que é amor?


Também há o ditado de que ninguém conhece melhor um ser humano do que sua própria mãe. Há quem diga que praga de mãe é verdade antecipada. Quando ela diz que acontece, se prepare, vai acontecer. Mães se preocupam com seus filhos e muitas deixam traumas difíceis de resolver quando são mal resolvidas.


Porém, a questão é, como lidar com a verdade? Ela não é uma coisa simples. Conhecer os problemas que nos cercam e enfrentá-los são condições para as quais apenas a vontade não é o suficiente. Desejo não é realidade. A verdade pesa. Se não temos força o suficiente para enfrentá-la, quase sempre, buscamos uma forma de maquiá-la ou escondê-la. E este não é um mal só de mãe.


Na vida pessoal ou do trabalho, a realidade tem seu peso. O problema a ser enfrentado precisa de algo fundamental, força. Não estou falando da força física, mas algo que se assemelha. Do conhecimento de quem somos dentro de um determinado contexto e o que queremos dentro desta condição. E, acredito que o momento mais importante para se enfrentar o problema, é ter consciência do grau de envolvimento nosso, a nossa responsabilidade, diante da realidade que nos cerca.


Empresas vão à falência por não compreenderem a realidade que estão vivendo. Assim como relacionamentos pessoais, temos uma tendência a nos inocentar, transferir culpas, e enxergar o que não existe. Enfim, há um grande número de gestores que são mães corujas ou predestinadas a verem somente o que querem.


Estudar mais o ambiente que te cerca, ser mais criterioso em avaliar e julgar são ponderações importantes. Não é brincadeira e nem perfumaria. Decisões equivocadas são sustentadas em paixões e não em uma racionalidade funcional. O que não significa não ter sentimento, mas ponderar o grau de envolvimento de uma emoção na visão e decisão que tomamos da realidade que está diante de nós.


Lembre-se sempre, somos uma parte envolvida em tudo o que nos cerca, logo a verdade nos escapa por inteiro. Precisamos ter um olhar sistêmico e uma consciência de processo. Entender, no máximo que pudermos, a cadeia de relações que envolvem nossa existência, o histórico desta cadeia, o quanto as práticas costumeiras podem ser ou não mudadas e de que forma isso pode ser feito.


Por isso, mães amam seus filhos. Contudo, mães são seres humanos que nem sempre expressam o amor com uma forma de ajudar a pessoa amada. Não por maldade, mas por dificuldade de entender e aceitar a realidade.


Ouça o comentário de Gilson Aguiar para a Rádio CBN Ponta Grossa:


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