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Laudo encontra fenol nas roupas de piloto morto após "Banho de óleo" em Ponta Grossa

Foto do escritor: CBN Ponta Grossa
CBN Ponta Grossa
há 1 hora
2 min de leitura

Perícia aponta que roupas estavam completamente embebidas pela substância e identifica queimaduras químicas no corpo; investigação apura origem do produto


A Polícia Científica encontrou fenol no líquido extraído das roupas do piloto Gustavo Henrique Lara, de 27 anos. Ele morreu em 16 de julho, após participar de um “banho de óleo” durante uma comemoração pelo primeiro voo solo em uma escola de aviação de Ponta Grossa.


Foto: Reprodução/ Redes sociais
Foto: Reprodução/ Redes sociais

Segundo o laudo, as roupas estavam completamente embebidas pela substância. O fenol é tóxico e corrosivo e pode ser rapidamente absorvido pela pele e pelas vias respiratórias. A perícia afirma que as características das lesões descritas no exame de necropsia são compatíveis com a exposição ao produto.


A necropsia apontou que Gustavo morreu por asfixia mecânica. Um inchaço nas vias aéreas bloqueou a passagem de ar. Os peritos também identificaram queimaduras químicas no rosto, nas coxas e no abdômen.


Os exames apontaram uma diferença importante entre as amostras analisadas. Nas roupas do piloto, o fenol estava presente em uma solução aquosa. Já no líquido recolhido de uma garrafa, foram identificados fenol e uma mistura complexa de hidrocarbonetos compatível com derivados de petróleo.


De acordo com a perícia, os dois materiais não eram compatíveis entre si.


Os peritos não conseguiram determinar a origem dessa diferença nem o motivo pelo qual as amostras apresentaram composições distintas. O laudo também não permite concluir se houve adulteração, contaminação acidental ou outro tipo de alteração. Para comparar o material encontrado com o produto original, seria necessário, segundo a perícia, um padrão fornecido pelo fabricante.


Segundo a Polícia Civil, um instrutor da escola jogou o produto sobre Gustavo. Depois da cerimônia, o piloto passou mal, teve dificuldade para respirar, sofreu uma convulsão e três paradas cardiorrespiratórias.


O instrutor foi preso em flagrante por homicídio culposo. Ele pagou fiança de R$ 3 mil e responde ao inquérito em liberdade.


A investigação continua para esclarecer a origem do fenol encontrado nas roupas do piloto e entender por que o líquido apreendido na garrafa apresenta composição diferente.

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