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Levantamento apresenta impactos da Covid-19 na economia de Ponta Grossa

Resultado mostrou que no período de isolamento social, estabelecimentos não essenciais tiveram perda média de 71% do faturamento


Uma pesquisa realizada pela Câmara Técnica Permanente do Comércio e Serviços, junto ao Núcleo de Economia Regional e Políticas Públicas (Nerepp), da UEPG, traçou os impactos da pandemia da Covid-19, na economia de Ponta Grossa. O levantamento foi feito neste mês, através de questionário online e teve a participação de 468 empresas.

O resultado do estudo foi divulgado nesta semana e mostrou que no período de isolamento social, estabelecimentos não essenciais tiveram perda média de 71% do faturamento, contra uma redução de 50% dos serviços essenciais.

Em primeiro lugar está a área de Eventos (98%), seguido do Turismo/Hotelaria/Atrativos (89%), Transportes de Pessoas (78%), Beleza e Estética (76%), Gastronomia, Bares e Restaurantes (75%), Comércio Varejista (73%), Imobiliária (72%) e Saúde (71%).

Os menos afetados foram o artesanato e o agronegócio. Transporte de cargas, academias e comunicação, também foram áreas que tiveram preservação da receita. Em relação ao emprego, cerca de 50% dos estabelecimentos demitiram funcionários nas semanas de isolamento.

Sobrevivência A pesquisa questionou os empresários sobre o tempo que conseguem manter o seu negócio, antes de fechá-lo permanentemente, caso se mantenha a pandemia e as medidas de isolamento social.

Os dados demonstram que 21,5% dos estabelecimentos não conseguem manter sua atividade se medidas de isolamento forem mantidas/retornadas. “Por mais um mês”, 30% acreditam que conseguem manter suas atividades e 27,3% responderam suportar até três meses.

Na média, o tempo que as atividades econômicas suportariam as medidas de isolamento seria de apenas 2,2 meses, existindo áreas que sobreviveriam por um período maior.

Recuperação O levantamento analisou também quanto tempo os empresários acreditam que irão demorar para a retomada completa dos negócios, após a pandemia. Observou-se que 14% acredita que levará entre 1 a 3 meses, 27% de 4 a 6 meses, 29% mais de 6 meses, 24% mais de um ano, 4% inferiu que não impactou seu negócio e 2% afirmou que não retomará.

Os empresários ainda foram questionados sobre as medidas pensadas pós-pandemia pelos empresários para retomar o crescimento no seu negócio. Basicamente, as respostas giraram em torno de três categorias: Atendimento digital (MKT e Vendas); Planejamento; Adequação de acordo com a realidade atual.

Segmentos investigados A área do comércio varejista foi a que mais respondeu a pesquisa, com percentual de 24%, seguida da Gastronomia/Bares/Restaurantes (12%) e da Construção Civil e da Manutenção (cada uma com 10% de participação).

Quanto ao porte dos estabelecimentos comerciais, mais de 90% das empresas eram de pequeno porte, MEIs ou microempresas. Ao analisar a questão da essencialidade, mais da metade destas não foram consideradas essenciais. Cenário diferente das empresas de médio e grande porte que, embora seja a minoria dos estabelecimentos, 63% das de médio porte e 67% das de grande porte, foram classificadas como essenciais.


Imagem: Cristiano Barbosa/Divulgação

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