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  • CBN Ponta Grossa

Lixo espacial que caiu no Paraná é parte de foguete da SpaceX, confirma Agência Espacial Brasileira

Peça metálica de cerca de quatro metros de comprimento foi retirada de um terreno na zona rural de São Mateus do Sul nesta sexta-feira (08).

Foto: Portal RDX

O lixo espacial que caiu em São Mateus do Sul, na região sul do Paraná, é parte de um foguete da SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk. A informação foi confirmada pela Agência Espacial Brasileira (AEB).


A peça metálica de cerca de quatro metros de comprimento foi retirada de um terreno na zona rural do município nesta sexta-feira (08). O objeto foi encontrado por um casal em março. O mecânico João Ricardo Portes percorria a propriedade da família quando se deparou com a peça no meio de uma plantação de erva-mate.


Ele trabalha com erva-mate e a esposa faz bolos por encomenda. Uma semana antes, o casal chegou a ouvir um barulho do que seria um meteoro. Ao encontrar o objeto, eles entraram em contato com uma rádio local e as autoridades do município.


Ainda em março, uma equipe da Agência Espacial Brasileira esteve em São Mateus do Sul e isolou a área. Pesquisadores da Rede Brasileira de Observação de Meteoros acreditam que o objeto encontrado no Paraná possa ser a tubeira do motor do foguete Falcon-9, que reentrou na atmosfera no início de março.


Ele foi lançado em 2015 e permaneceu no espaço depois de completar a missão. Um relatório feito por técnicos da Agência Espacial Brasileira, divulgado em maio, confirmou que o objeto se tratava de um lixo espacial. A equipe esteve em São Mateus do Sul na época e isolou a área.


O objeto permaneceu no terreno por quase quatro meses. Nesta sexta-feira (08), representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB) e de uma empresa de tratamento de resíduos coletaram o objeto. Segundo a Agência, a empresa foi contratada pela SpaceX, mas o destino da peça não pode ser divulgado porque está em sigilo.


De acordo com a Agência, a queda de lixo espacial não é comum no Brasil já que as empresas e governos estudam a rota dos foguetes que são lançados no espaço e projetam para que eles caiam em locais que não são habitados.

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