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Polícia Civil prende suspeita de aplicar golpes com venda de pacotes de viagens em Ponta Grossa

Foto do escritor: CBN Ponta Grossa
CBN Ponta Grossa
há 8 horas
2 min de leitura

A Polícia Civil do Paraná, por meio da 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, cumpriu um mandado de prisão preventiva contra uma mulher de 45 anos, proprietária de uma agência de viagens. Segundo a Polícia Civil, a empresária é suspeita da prática do crime de estelionato, na modalidade de venda de pacotes turísticos fraudulentos. A prisão ocorreu na última quinta-feira (17).


Segundo a Polícia Civil, a suspeita utilizava a fachada de sua empresa, cujo nome não foi informado à imprensa, para ofertar pacotes de viagens com preços atrativos e condições facilitadas para destinos famosos no país, como Porto de Galinhas (PE), Gramado (RS) e Rio de Janeiro (RJ). A investigada afirmava manter parcerias e vínculos operacionais com renomadas agências do setor turístico.


A Polícia Civil informou que, até o momento da investigação, ao menos 20 vítimas foram contabilizadas, com um prejuízo de dezenas de milhares de reais. A Polícia destaca que as consequências dos golpes superam as perdas monetárias, uma vez que as vítimas sofreram severos abalos emocionais e psicológicos em razão do golpe.

Mesmo após a ampla divulgação da prática pela imprensa regional, a suspeita concedeu entrevistas a portais de notícias, afirmando não ter cometido nenhum tipo de irregularidade ou golpe.


Diante dos fatos, a autoridade policial, o delegado Dr. Gabriel Munhoz, representou pela prisão preventiva da suspeita, que foi deferida pelo Poder Judiciário. A Polícia Civil do Paraná alerta que vítimas que tenham contratado os serviços da empresa e não tiveram suas viagens realizadas devem comparecer à delegacia mais próxima ou à 13ª Subdivisão Policial de Ponta Grossa, munidas de comprovantes de pagamento, contratos e conversas registradas, para formalizar a denúncia e subsidiar o procedimento investigatório.


Divulgação/Polícia Civil.


Sobre o esquema

De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava por meio da captação antecipada de valores. A suspeita exigia o pagamento via Pix ou transferências bancárias. A mulher utilizava contas bancárias de terceiros, incluindo a de sua genitora, com o objetivo de dispersar os valores recebidos, dificultando bloqueios judiciais ou ocultando a origem ilícita dos valores.


Após a realização dos pagamentos por parte das vítimas, nenhum tipo de reserva hoteleira, emissão de bilhetes aéreos ou contratação de serviços receptivos era realizado. Ainda de acordo com a Polícia Civil, ao se aproximarem as datas combinadas para os embarques, a suspeita cessava a comunicação ou apresentava justificativas evasivas às vítimas.


Confira as imagens compartilhadas pela Polícia Civil abaixo:


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