Ponta Grossa registra superávit de R$ 109,7 milhões no segundo quadrimestre de 2026

A Prefeitura de Ponta Grossa apresentou nesta terça (29), em audiência pública na Câmara Municipal, os dados referentes às finanças públicas do segundo quadrimestre de 2026 (maio a agosto). Os números e análises foram apresentados pela Secretaria Municipal da Fazenda, em respeito ao princípio da transparência e em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Os dados demonstrados pelo Secretário Municipal de Fazenda, Cláudio Grokoviski, apontam que a cidade ampliou os investimentos em áreas de alta relevância pública, com ampliação dos recursos destinados à Educação, Assistência Social e Saúde no período. Na Educação, o investimento cresceu 17,79% – passando de R$ 325 milhões para R$ 383 milhões no fechamento do Quadrimestre. Na Assistência Social os investimentos foram de R$ 61 milhões, 12,03% a mais que no período anterior; na Saúde, os investimentos cresceram 9,13%, partindo de R$ 206 milhões para R$ 225 milhões no encerramento do Quadrimestre.
O crescimento não se resume a essas três áreas, informou Grokoviski. “Investimos forte nas prioridades que nos foram apontadas pela população, como Saúde e Educação, não deixando outras prioridades de lado. Continuamos com muito investimento em pavimentação, levando infraestrutura para bairros e vilas esquecidos durante muitos anos e que foram atendidos pela gestão, destacando que ainda há muito a ser feito em diversas regiões”, considera o secretário.

Respeito aos limites de gastos
Em relação aos limites de gastos com pessoal, o resultado de Ponta Grossa chama a atenção, fechando abaixo do limite prudencial. No resultado, a gestão fechou o período em 47,60%, abaixo do limite, que determina um teto de 51,3% - assim como já atingido nos últimos cinco anos da administração municipal.
Na Saúde, já foram investidos 19,79% do total de 15% exigidos pela Constituição. Em relação à dívida consolidada, o percentual comprometido ficou em 29,16% dos 120% permitidos pelos limites do Senado Federal, demonstrando que o Município está adequado a todos os indicadores e limites nessas áreas.
Das receitas municipais
As receitas de Transferências Constitucionais, com exceção do IPVA, tiveram seu comportamento acima da inflação: enquanto o repasse estadual do ICMS cresceu 14,33% e o nacional, pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM) aumentou 8,48%, o IPVA (estadual) teve queda de -24,37%. Já nas receitas próprias (ISS, IPTU e ITBI) os crescimentos foram considerados satisfatórios em relação ao mesmo quadrimestre de 2025.
“Assim como no primeiro Quadrimestre, o destaque negativo foi a perda de receitas de IPVA, que somaram quase R$ 26 milhões a menos em oito meses, valores que estão fazendo muita falta aos cofres municipais, redução que teve motivação política e que tirou recursos dos Municípios paranaenses, sem contrapartida do Estado”, demonstra Grokoviski.
Das despesas
Os números apresentados no 2º Quadrimestre de 2026 demonstram ainda crescimento de 5,55% das despesas liquidadas em relação a 2025, partindo de R$ 1,1 bilhão para R$ 1,2 bilhão em 2026, efeito principalmente do pagamento de dívidas e financiamentos a longo prazo, e do crescimento das despesas correntes, que ultrapassou a marca de R$ 436 milhões: crescimento de 14,55% em relação a 2025.
“Analisando o conjunto do período, o fechamento do 2º Quadrimestre de 2026 mostrou as dificuldades surgidas principalmente com a evolução das despesas de caráter continuado, bem como pela perda de receitas com origem no IPVA e Imposto de Renda, preocupando o fechamento do exercício financeiro”, considera Grokoviski.
Informações: Assessoria PMPG




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