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Suspeita de bomba em Ponta Grossa era plano de extorsão, diz Polícia Civil

  • Foto do escritor: CBN Ponta Grossa
    CBN Ponta Grossa
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Foto: Lucas Ribeiro
Foto: Lucas Ribeiro

A Polícia Civil confirmou que o caso envolvendo uma suposta bomba em um colégio de Ponta Grossa foi uma tentativa de extorsão. Um homem de 48 anos foi preso suspeito de planejar a ação. Segundo as investigações, ele é empresário, atua como motorista de aplicativo, não possui antecedentes criminais e afirmou ter cometido o crime após perder cerca de R$ 500 mil em criptomoedas.


O primeiro objeto suspeito foi encontrado em um colégio particular da região central da cidade. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Esquadrão Antibombas. O artefato foi retirado da escola e passou por duas detonações controladas.


Após análise técnica, foi constatado que o objeto não continha explosivos. De acordo com a polícia, o simulacro era composto por celular, bateria, fios, pregos e tubos preenchidos com areia, além de outros materiais utilizados para dar aparência de um artefato explosivo real.


As investigações apontam que o suspeito deixou o objeto no colégio e, posteriormente, foi até a residência da família proprietária da instituição, onde entregou uma carta com ameaças. No documento, ele exigia o pagamento de 150 unidades de ethereum, uma criptomoeda. O valor corresponde a aproximadamente 1,7 milhão de reais. A família teria até o dia 15 de maio para realizar o pagamento e evitar uma “segunda fase” do plano.


O homem foi identificado após análise de imagens de câmeras de segurança. Ele utilizava um carro branco com placa falsa, que havia sido furtada. Durante patrulhamento, a Polícia Militar localizou um veículo com as mesmas características e chegou ao endereço do suspeito. Na abordagem, ele confessou o crime.


Em depoimento, o investigado afirmou que planejou a ação durante cerca de dois meses e revelou ainda que descartou parte dos objetos utilizados no caso. Durante a madrugada, um segundo objeto suspeito foi localizado em uma clínica ligada à mesma família, também na região central de Ponta Grossa. A caixa estava escondida no forro de um banheiro.


O local foi isolado e o material removido pelo Esquadrão Antibombas, que retornou à cidade durante a madrugada. Assim como no primeiro caso, foi confirmado que não havia explosivos. Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação era causar medo e pressionar as vítimas a efetuarem o pagamento exigido.


O suspeito poderá responder pelo crime de extorsão, cuja pena pode chegar a 15 anos de prisão. A polícia já solicitou ao Poder Judiciário a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. O homem permanece detido e aguarda audiência de custódia.


As forças de segurança também reforçaram que o suspeito agiu sozinho e que não existe risco de explosões reais em escolas ou clínicas de Ponta Grossa relacionadas ao caso.

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