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Universidades estaduais defendem adiamento do Enem


A UEPG e outras 6 universidades estaduais (UEL, UEM, Unioeste, Unicentro, UENP e UNESPAR) que compõem a Associação Paranaense de Instituições Públicas de Ensino Superior (Apiesp), se posicionaram contra ao edital do INEP, que estabelece o ENEM 2020. O adiamento do exame foi manifestado nos termos a seguir:


"Neste momento, em números oficiais, o Brasil possui mais de 160 mil pessoas contaminadas e acima de 12 mil mortos pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Governos, dirigentes de instituições, empresários e todo o sistema de saúde do país, assim como institutos e organizações não governamentais encontram-se em atividades para reduzir danos e buscar uma saída segura da situação, cuja causa e consequências não são facilmente controláveis.

Entre as medidas, acertadas, o isolamento social e, especialmente, a suspensão de aulas em todos os níveis de ensino obrigou dirigentes, professores e estudantes a buscarem formas alternativas para a necessária conexão entre instituições escolares e a comunidade. Entretanto, tanto os estudantes de ensino médio como os de nível superior, dadas as condições econômicas da população brasileira, são, em sua maioria, trabalhadores e filhos de trabalhadores que sentem, neste momento, as consequências financeiras e emocionais provocadas pela incerteza no mundo do trabalho, pelo cuidado necessário com familiares idosos ou doentes.

Diversos estados e municípios, assim como escolas privadas, instituíram atividades educacionais remotas. No entanto, o acesso aos equipamentos de comunicação e à rede www não é igual para todos e, ainda que de forma paliativa e precária, o modelo não atinge todos os estudantes brasileiros que pretendem realizar a prova do ENEM – esta que é a mais acessível condição para que boa percentagem de jovens das classes populares acesse o ENSINO SUPERIOR.. Em condições normais, maior parte de jovens trabalhadores necessita do auxílio de professores e outras pessoas, inclusive, para realizar a inscrição para a prova, quando não deixam de o fazer pelo simples fato de não serem lembrados e motivados pelas escolas onde estudam ou pelos grupos mais próximos. Nessas condições atuais, de isolamento social, de menor acesso a equipamentos e do desafio de manter as condições básicas de existência, corre-se o risco de se ampliar ainda mais a distância de oportunidade entre a juventude brasileira e, consequentemente, provocar um lapso irreparável de ocupação de vagas no ensino superior pelos estudantes das Escolas Públicas.

Todas as Universidades Brasileiras que possuem processo próprio de seleção, certamente, devem alterar seus calendários para provas.

Neste sentido, as Universidades Estaduais Paranaenses solicitam ao Ministério da Educação que prorrogue o prazo para inscrições e adie a data de realização das provas do ENEM."

Nesta semana, o MEC abriu as inscrições do ENEM e divulgou que exame será realizado nas versões impressa e digital


Imagem: Agência Brasil/Reprodução


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