• Thailan Jaros

Caso Marlene: homem é condenado a 20 anos e dois meses de prisão em Ponta Grossa

O caso foi julgado na última terça-feira (22).

Foto: Polícia Civil

O Tribunal do Júri de Ponta Grossa condenou um homem a 20 anos e dois meses de reclusão pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. O caso foi julgado na última terça-feira (22).


Conforme a decisão, José Messias Paulino e sua esposa mataram a empresária Marlene Paula Acacio no final de 2020. A esposa de Paulino, Vanderleia Vieira está presa e também foi denunciada pelos mesmos crimes, mas o julgamento depende de um recurso.


De acordo com a denúncia do Ministério Público, os crimes ocorreram no dia 17 de dezembro de 2020. A última imagem de Marlene viva foi registrada por câmeras de segurança no centro de Ponta Grossa.


O vídeo mostra a vítima entrando em um carro. A Justiça aponta que o veículo era de José Messias Paulino. O corpo de Marlene só foi encontrado quase um mês depois do crime, no dia 5 de março de 2021, no Distrito de Uvaia.


O casal prestou depoimento e disseram que teriam deixado a vítima na casa de um ex-namorado. A versão foi desmentida pela justiça.


Segundo a decisão, a empresária auxiliou o casal no roubo de um cofre no dia da morte. O cofre era do genro de Marlene, mas estava guardado na casa de um primo dele. A Justiça cita ainda um vídeo em que Marlene e Vanderleia conversam sobre o roubo do objeto durante o café da manhã.


As investigações concluíram que o casal atraiu a vítima para o carro onde a teriam matado. Em seguida, teriam ocultado o cadáver.


Na denúncia, a 10ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, apontou que a motivação do crime seria assegurar a impunidade do casal em relação ao roubo do cofre.


Na sessão de julgamento, o Conselho de Sentença acolheu as teses apresentadas pelo Ministério Público. A Justiça considerou ainda a traição para assegurar a impunidade como uma qualificadora para o aumento da pena.