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  • CBN Ponta Grossa

Com expectativa de alta no preço dos fertilizantes, Deral e IDR alertam agricultores do Paraná

Alta no insumo que já é sentida deve recair fortemente sobre a receita do produtor paranaense.

Foto: Agência Estadual de Notícias

Uma nota técnica emitida pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) apontou que a expectativa é de que o preço dos fertilizantes aumente no estado nos próximos meses.


Segundo o documento, a alta que já é sentida deve recair fortemente sobre a receita do produtor paranaense.


A nota aponta que a importação de fertilizantes pelo Brasil atingiu o volume máximo em 2021, com crescimento de 45,4% em comparação a 2017. No entanto, houve diversificação na cadeia de países exportadores. No caso do Paraná, por exemplo, a participação russa apresenta tendência de queda.


Em 2019, 40% das compras eram da Rússia, em 2020 caiu para 27%, e em 2021 houve mais uma redução de 20%, ficando na média de participação em 23% ao longo dos anos.


O menor percentual se deve à concorrência estabelecida com outros exportadores, como Canadá e China que, em 2021, tiveram participação de 17% cada um, e Belarus, que contribuiu com 15% do fertilizante paranaense.


Até fevereiro de 2022, a Rússia enviou ao Paraná 105,14 milhões de toneladas em fertilizantes, com predominância do cloreto de potássio.


Os principais fertilizantes minerais são à base de nitrogênio, fósforo e potássio. No Brasil, as maiores indústrias produzem os dois primeiros, mas em quantidade insuficiente.


A secretaria propõe o investimento, por meio de projeto de pesquisa e desenvolvimento, na indústria de transformação de matéria-prima mineral em fertilizantes para fortalecer a produção nacional.


A análise mostra ainda que os preços dos fertilizantes seguem tendência de crescimento acelerada por conta do cenário conflituoso entre Ucrânia e Rússia e o apoio de Belarus aos russos, afetando o fornecimento de dois dos maiores exportadores de fertilizantes para o estado.


O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) também emitiu uma nota técnica, nessa quarta-feira (23). As análises econômica e técnica tecem um panorama atual e projetam alternativas e estratégias de uso, tendo em vista o conflito estabelecido no Leste Europeu e a dependência brasileira em mais de 80% da importação do insumo.


Os técnicos do IDR-Paraná destacam a diversidade da agropecuária paranaense e a importância do Estado como produtor de grãos e proteínas animais.


A nota pontua que a maioria dos solos apresenta elevada acidez e baixos teores de nutrientes. O documento propõe estratégias de curto, médio e longo prazo para aumentar a eficiência no uso de fertilizantes.


A Nota Técnica orienta que se tenha conhecimento detalhado do solo e das exigências nutricionais das culturas para um adequado manejo de adubação.


Entre as opções estão a calagem, técnica de preparo de solo com adição de calcário para neutralizar a acidez, ou a gessagem, que consiste no uso de gesso agrícola, rico em cálcio e sulfato para melhorar a exploração do solo pelas raízes.


Os técnicos também analisam fontes alternativas de nutriente, como o uso de resíduos agroindustriais e uso de dejetos de animais.


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