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Deral confirma perda de mais de R$ 1 bilhão na safra de milho, soja e feijão em Ponta Grossa

  • Foto do escritor: CBN Ponta Grossa
    CBN Ponta Grossa
  • 1 de fev. de 2022
  • 2 min de leitura

Os dados são da primeira Previsão de Safra Subjetiva (PSS) deste ano, apresentada na semana passada pelos técnicos do órgão.

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Foto: AEN

As perdas da primeira safra 2021/2022 em Ponta Grossa somam R$ 1.014.961.685,29, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). São perdas nas plantações de soja, milho e feijão.


Os dados são da primeira Previsão de Safra Subjetiva (PSS) deste ano, apresentada na semana passada pelos técnicos do órgão.


O residente técnico do Deral de Ponta Grossa, André Luis Iurko, explica que as perdas na produção já eram esperadas, já que a emergência hídrica no Paraná já dura quase dois anos.


De acordo com o Deral, 479.481 toneladas foram perdidas. Só de soja, foram 178.859 toneladas, uma redução de 8%. A produção inicial estava prevista em 2.134.383 toneladas, mas não deve passar das 2 milhões de toneladas. Isso significa um prejuízo de R$ 503.010.776,13 para os produtores da região.


Mesmo com menor produção, o grão que registrou mais perdas foi o feijão, com redução de 40% na safra. Conforme o relatório, as perdas são de 24.471 toneladas. A previsão inicial era de 61.640.


A produção atual não passou de 40 mil toneladas. Um prejuízo que chega a R$ 105 milhões. O milho teve 31% de perdas em Ponta Grossa. Quase 900 mil toneladas deveria ser produzidas nesta safra, mas foram apenas 620. Com quase 280 mil toneladas da produção prejudicadas. Os produtores de milho perderam R$ 406 milhões.


A projeção de janeiro aponta uma redução de 39% na produção de soja em todo o Paraná. No caso do milho de primeira safra, as perdas estão em 36%, enquanto o feijão terá 31% a menos na produção em relação à projeção inicial.


A estimativa é de que as perdas monetárias para os produtores paranaenses devem se posicionar entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões.


A região oeste soma perda de 71% na produção da soja, 65% no milho e 60% no feijão. O prejuízo nas cidades de Cascavel e Toledo passa de R$ 8 bilhões. Para o técnico do Deral, as chuvas registradas no início de janeiro podem ter ajudado a salvar parte da safra em Ponta Grossa.


Ponta Grossa passou da média histórica de chuvas para o mês de janeiro, que era 163 mm. Conforme o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o município registrou 201 mm em 2022.


Entidades pediram ao governo federal ajuda em medidas como crédito rural, distribuição de sementes e auxílio emergencial a produtores afetados pela crise hídrica.


No estado, ações como a subvenção de juros para alguns investimentos e o fornecimento de capital para as mais de 170 cooperativas da agricultura familiar já foram feitas.


O Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Ponta Grossa afirmou que a prefeitura chegou a estudar um decreto de crise hídrica no município, mas que isso ainda não é necessário.


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